Saia justa com pais separados |
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Casamento é um dia único, especial e, certamente, o mais importante da vida não é? Não existe uma só noiva que não queira tornar este momento inesquecível em cada detalhe, seja numa cerimônia requintada ou numa celebração mais singela. Quando você decide se casar, logo começa a pensar em cada detalhe deste dia memorável: as alianças, os convites, a cerimônia religiosa, a festa. Aí começam a surgir os problemas. As famílias modernas são cheias de pais, padrastos e madrastas, namoradas, filhos. E são inúmeras as dúvidas sobre as situações mais diversas que envolvem esse tema, capaz de tirar o sono de quem vai se casar. E vamos combinar, não é o problema dos outros que vai roubar o brilho deste seu dia de princesa, não é? Os pais são protagonistas de um capítulo especial na vida de toda noiva. É natural que sejam homenageados com um lugar de destaque, seja na entrada com a noiva na cerimônia religiosa, seja no altar, num dos momentos da recepção e, principalmente, nos convites. É exatamente aí que começa o problema. Tradicionalmente, são os pais do noivo e da noiva que convidam para a cerimônia do casamento de seus filhos. Mesmo no caso de um deles já ter morrido, o nome deve constar, acompanhado da referência In memoriam. Já se admite, porém, que os noivos convidem para a cerimônia de seu casamento, geralmente utilizada quando não se deseja usar o nome dos pais no convite, e no caso de casais mais velhos ou que já vivem juntos. O que não se deve fazer é deixar de colocar o nome de um deles, pois isso chama mais a atenção do que o próprio convite. Imagine colocar o nome do pai no convite e não o da mãe? Fica muito chato isso. Entre as dúvidas mais freqüentes, as noivas sempre questionam se devem usar o nome do padrasto ou da madrasta no convite. Isso não é recomendado, uma vez que, independentemente dos novos relacionamentos, deve-se levar em conta que o filho (a) continua tendo seus legítimos pais. Não é porque os pais brigaram, ou se separaram, que vão colocar essas desavenças em público, bem no dia do casamento do filho ou da filha. Mais complicado do que o nome no convite, é a presença dos pais na cerimônia. É importante sempre ter em mente que a prioridade é dos pais legítimos. Existem inúmeras saídas para compor a disposição dos acompanhantes no altar ou na entrada da igreja. Aqui vão algumas dicas. Se os pais são separados e há dificuldade em encontrar o pai ou mesmo ter dele a aceitação para conduzir a noiva ao altar, pode-se substituir o acompanhante por um irmão, um tio, pelo padrinho de batismo ou até mesmo pela mãe. Um conselho: a noiva sempre deve entrar na igreja acompanhada. É um dos momentos mais tensos da cerimônia e a pessoa que participa da entrada ajuda a dar segurança. Se o pai ou a mãe são viúvos e se casaram novamente, o novo casal pode permanecer no altar durante a cerimônia. Já se forem apenas namorados, o ideal é que o pai ou mãe do noivo ou da noiva sejam acompanhados por um filho ou filha, e até mesmo pelo avô ou avó. Uma bonita homenagem aos pais da noiva é a entrada acompanhada por ambos, que podem seguir à frente ou um de cada lado da noiva. Até mesmo um primo ou amigo pode levar a noiva ao altar, mas não é recomendado que o sogro a conduza. A entrada da noiva acompanhada pelo pai representa a união das famílias, uma vez que o pai entrega a filha ao futuro marido. Para reforçar essa união, o sogro da noiva pode acompanhar sua mãe na entrada da igreja. Não é indicado à noiva entrar acompanhada por uma criança. Pode ocorrer um imprevisto, como a recusa da criança, o que acarretaria uma preocupação a mais num momento já bastante nervoso. A entrada da noiva na igreja é um dos momentos mais esperados do casamento. Por isso, querida amiga, todo diálogo com os pais, e, no caso, padrasto, madrasta ou membros da nova união é muito bem-vindo. O bom senso e a compreensão de todos deve ser a tônica para se encontrar a melhor solução para cada situação. A recomendação é que todas as diferenças sejam deixadas de lado, afinal, são aproximadamente 40 minutos de cerimônia, um tempo curto, mas de tamanho significado na vida do filho ou da filha, que vale a pena contemporizar. Em nome da inteligência, da civilidade e do amor. Marcia Possik é consultora de casamentos e eventos, diretora da Marriages Assessoria (, empresa especializada em organização de casamentos e eventos. Marriages: Rua José Maria Lisboa, 860 - 12º andar - Jardim Paulista - São Paulo/SP - Tel. (11) 3885-1554
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